O idoso e a Ansiedade

   

A prevalências nos idosos dos transtornos ansiosos são de 22,0% de transtorno de ansiedade generalizada (TAG); 14,8% de fobia social (FS); 10,5% de transtorno do pânico (TP); e 8,5% de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Contudo, se considerarmos pessoas que apresentam pelo menos um dos sintomas do transtorno de ansiedade em ambos os sexos, chegamos ao índice de 40,5% dos indivíduos que sofre algum tipo de prejuízo emocional ou físico. Vale salientar  que o transtorno de ansiedade generalizada são mais prevalente nos indivíduos de menor escolaridade e  o transtorno obsessivo compulsivo entre os casados ou em união estável, segundo pesquisas feitas no Brasil.

Na maioria das vezes a ansiedade é uma resposta normal, adaptativa e positiva que serve como um impulso motivador.

Acontece que para algumas pessoas ela se torna exagerada e incomoda, chega a provocar dores de cabeça, suor, boca seca, respiração curta, taquicardia e tensões musculares, com muita frequência.

Devido à hiperventilaçao (respiração curta e rápida) essas pessoas podem ainda sofrer outros desconfortos, tais como sensação de cabeça vazia, formigamentos nas extremidades, dor no tórax e falta de ar, sintomas que muitas vezes se confundem com um ataque cardíaco. Quando prolongada, estas respostas exageradas, levam o organismo á fadiga e adoecimento.

Hoje dividimos a fobia em dois grandes grupos: transtornos fóbicos e estados de ansiedade.

Os transtornos fóbicos têm como característica a ansiedade limitada a uma situação especifica, e pode ser dividido em:

  • Agarafobia, medo de lugares públicos que impossibilitem uma fuga rápida caso se sinta ansioso

 

  • Fobia especifica, como por exemplo, medo excessivo de aranha, elevador, avião etc.

 

  • Fobia social, que é um transtorno que atinge 2 em cada 100 pessoas e que impossibilita as mesmas de falar ou frequentar locais públicos, festas, eventos, ir a toaletes, falar com o chefe, professores, clientes ou alguém por quem está interessado. Tudo por causa de um medo irracional de que irá se comportar de maneira inadequada e será alvo de criticas.

Experimentando todos ou alguns dos sintomas mencionados a cima, essas pessoas evitam ao máximo a exposição. Normalmente confundido com indivíduos tímidos, elas não procuram ajuda e se isolam cada vez mais.

Já os estados de ansiedade, não se limitam a uma situação especifica, e são divididos em quatro grandes grupos:

  • Transtorno de pânico, o qual sem eventos específicos faz com que a pessoa experimente em um breve período, uma ansiedade muito intensa, levando-a pensar que morrerá ou que está enlouquecendo.

 

  • Transtorno de ansiedade generalizada, que seria menos intensa do que a ansiedade experimentada no pânico, porém, com duração muito maior.

 

  • Transtorno obsessivo compulsivo, onde a obsessão é caracterizada por ideias persistente e a compulsão por comportamentos repetitivos. Alguns exemplos seriam o de lavar as mãos com muita frequência por medo de contaminação, voltar para verificar se a porta está trancada por diversas vezes, andar somente sobre pisos brancos por achar que algo ruim acontecerá caso ele pise no piso colorido, entre outros.

 

  • Transtorno de estresse pós-traumático, onde o principal sintoma seria a re-experiência de um evento traumático, ou seja, a pessoa revive na mesma intensidade por anos a fio, a sensação de pavor que viveu na experiência traumática, experiência esta que pode ter advindo de um acidente de avião, automóvel, afogamento, ou de desastres naturais, como inundação, terremotos ou ainda de estupros, assaltos, tiroteios e tantas outras situações de perigo que hoje em dia estamos expostos.

Aqui no Splendore, nossas atividades são  direcionadas para ajudar o idoso a lidar com as suas ansiedades e outros transtornos a fim de melhorar a sua qualidade de vida e bem estar.

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