Depressão e o idoso

Depressão

Depressão é um dos problemas de saúde mais comuns no mundo. Podemos dizer que alguém é portador de transtornos depressivos quando este se sente deprimido a maior parte do tempo, perdeu ou diminuiu o prazer em fazer coisas que antes eram prazerosas, sente-se extremamente culpado a respeito de tudo e ao mesmo tempo inútil para resolver qualquer situação, apresenta dificuldade em se concentrar e até mesmo em pensar claramente, sente-se fraco, sem energia e está quase sempre cansado.

Estes indivíduos podem viver os extremos: dormir demais ou dormir de menos, apresentar dificuldades em ficar parado ou estar lenificado a ponto de não querer levantar para ir ao banheiro (e quando o faz, o corpo está curvado e ombros encolhidos); pode, ainda,  ganhar peso pois, encontra na comida, o único prazer da vida ou pode não comer nada e perder peso de forma significativa, ou, apresentar ideia sobre morrer e sobre suicídio.

Se o indivíduo apresentar 02 a 04 desses sintomas por duas ou mais semanas, então estará classificado como portador de depressão menor; apresentando 03 ou 04 sintomas durante dois anos no mínimo, será portador de distimia, ou seja, depressão com intensidade relativamente baixa, mas permanente.  No entanto, se apresentar 05 ou mais dos sintomas acima descritos por duas ou mais semanas, podemos dizer que se trata da depressão maior (grave).

Tristeza, desesperança, falta de coragem, sentir-se “down” (para baixo), são alguns dos sentimentos que estão fora do diagnóstico médico, mas que certamente acompanha essas pessoas que sentem-se rejeitadas e solitárias. Quando falam de si, as pessoas com depressão, normalmente se descrevem como estando em um buraco negro onde percebem que ninguém pode alcançar ou ajudá-las. Relatam, ainda, sentirem-se abandonadas e tidas como “chatas”, percebem que as pessoas não têm paciência com seu estado e que cobram comportamentos que para eles são impossíveis no momento.

Uma velha conhecida da depressão é a ansiedade que quase sempre surge no início, e juntas, levam o portador ao sentimento de que “nada dá certo” deixando-o mais aborrecido e preocupado.

Linhas psicanalistas acreditam que a depressão é sempre advinda da raiva que sentimos pela perda do objeto amado (que pode ser alguém ou não), outra característica das pessoas deprimidas para esses autores, seria a autocritica extrema. Autocríticos tendem a buscar resultados as vezes inatingíveis e tomar consciência de que não atingirão metas pessoais, também pode agravar os sintomas.

As linhas mais comportamentalistas descrevem a depressão como um comportamento aprendido durante o processo de gratificação ou punição, ou seja, originam-se de baixos níveis de gratificação e punições excessivas durante a vida por conta de pais severos ou da cobrança do próprio indivíduo, ou ainda, estar ligada ao fato de que algumas pessoas só consigam focalizar aspectos negativos da sua existência.

Fora isso, já é conhecido pelos estudiosos que existe uma predisposição genética para o desenvolvimento do transtorno, sendo assim, justifica-se, em alguns casos,  tomar antidepressivos durante a vida toda.

A terapia, em especial a de grupo, ajuda o indivíduo a ver que não está sozinho, se tornar otimista mais rápido ao ouvir o sucesso alheio, aprender com os erros e acertos dos outros, a resolver problemas que estão causando a ansiedade e a depressão, a ser realista e se desfazer da ideia limitante de que “não há luz no final do túnel”, resgatar o prazer e aumentar a autoestima. Sobretudo, ensina o sujeito a gostar de si mesmo, baixar as expectativas a respeito de si e dos outros, alcançando assim uma “vida mais leve”.

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