Nossa história

O Residencial Splendore nasceu a partir do amadurecimento do Espaço Agir, uma clínica voltada ao bem estar físico e mental de seus clientes. Em seus quase 15 anos de experiência, o Espaço Agir percebeu a necessidade de atender a população idosa, que muitas vezes se defronta com dificuldades de locomoção e a falta de lugares especializados e adaptados.

Construído num espaço de 2.400 metros quadrados, O Residencial Splendore proporcionará aos seus hóspedes a oportunidade de entrar em contato com a terra e animais, podendo passar momentos agradáveis ao ar livre, seja no jardim ou no solarium , além de piscina adaptada e pista para caminhada.

Foram criadas salas temáticas para que os frequentadores possam se inspirar e tirar o melhor proveito das atividades. Também desenvolveremos trabalhos voluntários para instituições carentes, como guardanapos e peças de agulha, como tricô ou crochê. A nossa finalidade, aqui, é que o idoso tenha tudo que precisa e almeja para que seus dias sejam completos e felizes.

Projeto

A idealizadora do Residencial Splendore, Adriana Sartori, é psicóloga do Espaço Agir, doutoranda na Faculdade de Medicina de Jundiaí e mestre em Ciência da Psiquiatria- USP. Atuou como psicóloga no Hospital das Clínicas durante cinco anos, fazendo parte do ambulatório de transtorno do impulso, que trata de portadores de compras compulsivas, jogos patológicos, transtorno explosivo intermitente, amor patológico, transtorno de internet, cleptomania, tricotilomania e automutilação.
Possui formação em Terapia Transpessoal pela IPEC; Especialista em Abuso, Dependência e Compulsão, pela Faculdade de Ciência e Saúde; Master Avatar/ Wizzard pela Star-Edge – EUA; Hipnóloga Ericksoniana pela ACT Institute – EUA; Formação em Cura Reconectiva – Portugal; Constelação Familiar e Empresarial – Alemanha.
É autora do livro “Jogo Patológico: a influência do Ninho Vazio”.

Com uma grande gama de estudos envolvendo a população idosa, Adriana Sartori criou um espaço não só voltado ao tratamento desse grupo, mas um local que procura cultivar a vontade de viver, estimulando a prática de atividades físicas e mentais e o desenvolvimento de hábitos prazerosos, como música e literatura. Além disso, será incentivada a convivência com seus semelhantes, bem como criadas oportunidades de passeios, como shoppings, teatro e cinema,

O Idoso e a Terapia Ocupacional

Você sabe como a Terapia Ocupacional pode ajudar no envelhecimento saudável ou patológico?

 

Com o aumento da longevidade, cresce paralelamente a prevalência de doenças crônica- degenerativas do cérebro como a Doença de Alzheimer, Demência vascular, Parkinson, Entre outras.

Vivenciar um declínio cognitivo e motor que resulte em perda da independência funcional é uma das perspectivas mais temidas do processo de envelhecimento e é, hoje, considerado o maior obstáculo para um envelhecimento saudável.

Neste sentido, a Terapia Ocupacional é a profissão que estuda o cotidiano humano e têm como objetivo a independência e autonomia nas atividades de vida diária (alimentar-se, higiene, banhar-se e vestir-se). Identifica estratégias capazes de prevenir a perda e preservar as capacidades cognitivas e motoras no processo de envelhecimento seja ele patológico ou saudável, utilizando como recurso terapêutico atividades de estímulo cognitivo que exijam atenção, sequenciamento, raciocínio lógico, orientação espaço-temporal; E para execução motora dessas atividades, utiliza de exercícios dirigidos que promovam a coordenação motora fina dos membros superiores que sofrem declínio com as patologias neurodegenerativas.

A profissão também trabalha em estreito contato com Geriatras, Fisioterapeutas, Psicólogos e Fonoaudiólogos para que de forma multidisciplinar possa trazer melhor qualidade de vida para o idoso.

 

Natalia Camargo Silveira

Terapeuta Ocupacional

Especialista em Gerontologia Clínica pela UNIFESP

O idoso e a Ansiedade

   

A prevalências nos idosos dos transtornos ansiosos são de 22,0% de transtorno de ansiedade generalizada (TAG); 14,8% de fobia social (FS); 10,5% de transtorno do pânico (TP); e 8,5% de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Contudo, se considerarmos pessoas que apresentam pelo menos um dos sintomas do transtorno de ansiedade em ambos os sexos, chegamos ao índice de 40,5% dos indivíduos que sofre algum tipo de prejuízo emocional ou físico. Vale salientar  que o transtorno de ansiedade generalizada são mais prevalente nos indivíduos de menor escolaridade e  o transtorno obsessivo compulsivo entre os casados ou em união estável, segundo pesquisas feitas no Brasil.

Na maioria das vezes a ansiedade é uma resposta normal, adaptativa e positiva que serve como um impulso motivador.

Acontece que para algumas pessoas ela se torna exagerada e incomoda, chega a provocar dores de cabeça, suor, boca seca, respiração curta, taquicardia e tensões musculares, com muita frequência.

Devido à hiperventilaçao (respiração curta e rápida) essas pessoas podem ainda sofrer outros desconfortos, tais como sensação de cabeça vazia, formigamentos nas extremidades, dor no tórax e falta de ar, sintomas que muitas vezes se confundem com um ataque cardíaco. Quando prolongada, estas respostas exageradas, levam o organismo á fadiga e adoecimento.

Hoje dividimos a fobia em dois grandes grupos: transtornos fóbicos e estados de ansiedade.

Os transtornos fóbicos têm como característica a ansiedade limitada a uma situação especifica, e pode ser dividido em:

  • Agarafobia, medo de lugares públicos que impossibilitem uma fuga rápida caso se sinta ansioso

 

  • Fobia especifica, como por exemplo, medo excessivo de aranha, elevador, avião etc.

 

  • Fobia social, que é um transtorno que atinge 2 em cada 100 pessoas e que impossibilita as mesmas de falar ou frequentar locais públicos, festas, eventos, ir a toaletes, falar com o chefe, professores, clientes ou alguém por quem está interessado. Tudo por causa de um medo irracional de que irá se comportar de maneira inadequada e será alvo de criticas.

Experimentando todos ou alguns dos sintomas mencionados a cima, essas pessoas evitam ao máximo a exposição. Normalmente confundido com indivíduos tímidos, elas não procuram ajuda e se isolam cada vez mais.

Já os estados de ansiedade, não se limitam a uma situação especifica, e são divididos em quatro grandes grupos:

  • Transtorno de pânico, o qual sem eventos específicos faz com que a pessoa experimente em um breve período, uma ansiedade muito intensa, levando-a pensar que morrerá ou que está enlouquecendo.

 

  • Transtorno de ansiedade generalizada, que seria menos intensa do que a ansiedade experimentada no pânico, porém, com duração muito maior.

 

  • Transtorno obsessivo compulsivo, onde a obsessão é caracterizada por ideias persistente e a compulsão por comportamentos repetitivos. Alguns exemplos seriam o de lavar as mãos com muita frequência por medo de contaminação, voltar para verificar se a porta está trancada por diversas vezes, andar somente sobre pisos brancos por achar que algo ruim acontecerá caso ele pise no piso colorido, entre outros.

 

  • Transtorno de estresse pós-traumático, onde o principal sintoma seria a re-experiência de um evento traumático, ou seja, a pessoa revive na mesma intensidade por anos a fio, a sensação de pavor que viveu na experiência traumática, experiência esta que pode ter advindo de um acidente de avião, automóvel, afogamento, ou de desastres naturais, como inundação, terremotos ou ainda de estupros, assaltos, tiroteios e tantas outras situações de perigo que hoje em dia estamos expostos.

Aqui no Splendore, nossas atividades são  direcionadas para ajudar o idoso a lidar com as suas ansiedades e outros transtornos a fim de melhorar a sua qualidade de vida e bem estar.

Depressão e o idoso

Depressão

Depressão é um dos problemas de saúde mais comuns no mundo. Podemos dizer que alguém é portador de transtornos depressivos quando este se sente deprimido a maior parte do tempo, perdeu ou diminuiu o prazer em fazer coisas que antes eram prazerosas, sente-se extremamente culpado a respeito de tudo e ao mesmo tempo inútil para resolver qualquer situação, apresenta dificuldade em se concentrar e até mesmo em pensar claramente, sente-se fraco, sem energia e está quase sempre cansado.

Estes indivíduos podem viver os extremos: dormir demais ou dormir de menos, apresentar dificuldades em ficar parado ou estar lenificado a ponto de não querer levantar para ir ao banheiro (e quando o faz, o corpo está curvado e ombros encolhidos); pode, ainda,  ganhar peso pois, encontra na comida, o único prazer da vida ou pode não comer nada e perder peso de forma significativa, ou, apresentar ideia sobre morrer e sobre suicídio.

Se o indivíduo apresentar 02 a 04 desses sintomas por duas ou mais semanas, então estará classificado como portador de depressão menor; apresentando 03 ou 04 sintomas durante dois anos no mínimo, será portador de distimia, ou seja, depressão com intensidade relativamente baixa, mas permanente.  No entanto, se apresentar 05 ou mais dos sintomas acima descritos por duas ou mais semanas, podemos dizer que se trata da depressão maior (grave).

Tristeza, desesperança, falta de coragem, sentir-se “down” (para baixo), são alguns dos sentimentos que estão fora do diagnóstico médico, mas que certamente acompanha essas pessoas que sentem-se rejeitadas e solitárias. Quando falam de si, as pessoas com depressão, normalmente se descrevem como estando em um buraco negro onde percebem que ninguém pode alcançar ou ajudá-las. Relatam, ainda, sentirem-se abandonadas e tidas como “chatas”, percebem que as pessoas não têm paciência com seu estado e que cobram comportamentos que para eles são impossíveis no momento.

Uma velha conhecida da depressão é a ansiedade que quase sempre surge no início, e juntas, levam o portador ao sentimento de que “nada dá certo” deixando-o mais aborrecido e preocupado.

Linhas psicanalistas acreditam que a depressão é sempre advinda da raiva que sentimos pela perda do objeto amado (que pode ser alguém ou não), outra característica das pessoas deprimidas para esses autores, seria a autocritica extrema. Autocríticos tendem a buscar resultados as vezes inatingíveis e tomar consciência de que não atingirão metas pessoais, também pode agravar os sintomas.

As linhas mais comportamentalistas descrevem a depressão como um comportamento aprendido durante o processo de gratificação ou punição, ou seja, originam-se de baixos níveis de gratificação e punições excessivas durante a vida por conta de pais severos ou da cobrança do próprio indivíduo, ou ainda, estar ligada ao fato de que algumas pessoas só consigam focalizar aspectos negativos da sua existência.

Fora isso, já é conhecido pelos estudiosos que existe uma predisposição genética para o desenvolvimento do transtorno, sendo assim, justifica-se, em alguns casos,  tomar antidepressivos durante a vida toda.

A terapia, em especial a de grupo, ajuda o indivíduo a ver que não está sozinho, se tornar otimista mais rápido ao ouvir o sucesso alheio, aprender com os erros e acertos dos outros, a resolver problemas que estão causando a ansiedade e a depressão, a ser realista e se desfazer da ideia limitante de que “não há luz no final do túnel”, resgatar o prazer e aumentar a autoestima. Sobretudo, ensina o sujeito a gostar de si mesmo, baixar as expectativas a respeito de si e dos outros, alcançando assim uma “vida mais leve”.

Abuso e maus-tratos contra o idoso, uma realidade muito maior do que pensamos

Sabemos que o abuso, o maus-tratos, a violência e a negligência, que são quesitos que prejudicam a saúde de maneira geral, mas principalmente a saúde social do idoso, são considerados problemas multifatoriais e complexo que afetam as pessoas e apresentam uma grande variedade de agressores em potencial, incluindo cuidadores, filhos adultos e parceiros, sendo que, os efeitos nos idosos são devassadores  e as pessoas que sofrem com alguma dessas condições  experimentam uma série de sofrimento emocionais, físicos e psicológicos, juntamente com emoções reprimidas de raiva, desmoralização, sensação de calor e outros sintomas psicossomáticos.

A violência contra a pessoa idosa (VCPI) é definida pela the Internation Network for the prevention of elder abuse (Rede Internacional de Prevenção de Maus-Tratos a Idosos) (INPEA) como: “Qualquer ato, único ou repetitivo, ou omissão, que ocorra em qualquer relação supostamente de confiança, que cause dano ou incomodo a pessoa idosa. Definição esta, também adotada pela Organização Mundial de Saúde (OMS)

Segundo a OPAS (Organização Pan-Americana – escritório regional da OMS), em artigo publicado na revista Lancet global Health, 11,6 % dos idosos vivenciaram abuso psicológicos; 6,8% abusos financeiros; 4,2% abusos financeiros; 4,2% foram negligenciados; 2,6% abusos físicos; 0,9% de abusos sexuais, portanto atinge um em cada seis adultos em todo o mundo, o que significa  aproximadamente 141 milhões de  pessoas que se traduz em  15,7% das pessoas com 60 anos ou mais, é um dado alarmante.

Os termos abuso, maus tratos e violência têm sido usados como similares. Contudo podemos dizer que esses comportamentos são, na maioria das vezes, diferentes e, inclusive, previstos em leis com penas diferentes.  O conceito de violência doméstica  tem, como perpetrador, o companheiro/marido contra a mulher, ou seja, qualquer forma de comportamento físico e/ou emocional, não acidental e inadequado,  que resulte em disfunções e/ou carência nas relações de dependência e de confiança por parte da vítima e de poder por parte do abusador, independentemente da idade ou gênero da vítima ou de seu agressor. Já maus tratos, tem a ver com violência contra crianças e idosos, que pode ser acometido dentro de uma instituição ou no âmbito de uma relação de cuidado.

A  OMS classifica a violência/abuso em quatro tipos: 1- Financeira, roubar ou utilizar objetos e bens sem autorização, forçar a pessoa a conceder direitos legais, apropriação de casa por terceiros e não participação nas despesas domésticas após ter sido acordado.  2- Física, agredir (empurrar, bater, amarrar, agarrar etc.), trancar num quarto ou impedir o acesso a toda a casa, impedir de falar ou estar com outras pessoas.  3- Violência sexual, sujeitar sem consentimento a algum contato do tipo sexual.  4- Violência psicológica, gritar, ofender, insultar, humilhar; recusar a falar, ignorar, desprezar; ameaçar; e como negligência: quando a pessoa em situação de incapacidade é forçada a viver num espaço sem condições de higiene ou segurança ou não receber os cuidados de vestuário, higiene e alimentação.

No Residencial Splendore, nosso cuidado com nossos moradores e frequentadores diários são extremos, todos os funcionários são treinados e informados sobre a necessidade de total atenção e respeito a essa população que já fez tanto por todos nós, venham nos conhecer.